Durante os dias 03 e 04 de junho, representantes do Governo Federal, Ministério da Saúde, MEC, OPAS, Secretária de Gestão e Trabalho em Saúde, gestores municipais, Universidades e diversos órgãos ligados a estudos, pesquisas e formação de profissionais voltados para Atenção Básica de Saúde, reuniram-se em Brasília para debater sobre o Projeto Nacional de Telessaúde, propostas para expansão de novos Núcleos e experiências dos Núcleos já em atividade.
Ao longo dos dois dias, mais de 300 participantes puderam conhecer um pouco mais sobre os trabalhos realizados em cada Núcleo e, principalmente, alinhar seu desenvolvimento com os conceitos e diretrizes preconizados pelo Ministério da Saúde. Com um público formado por gestores municipais, professores, profissionais das ESF, médicos e coordenadores de núcleos, o seminário foi marcado pelo debate aberto e democrático, com palestras, apresentacões e grupos de trabalho para discussão de temas como o papel dos atores envolvidos, expectativas em relação ao Projeto, experiências desenvolvidas e, principalmente, conceitos e formato da Segunda Opinião Formativa.
Além das atividades programadas, as articulações para expansão dos Núcleos também dividiu a atenção dos participantes. Com a presença de gestores e universidades de estados interessados em participar do Projeto como Mato Grosso, Tocantins, Acre, Piauí e outros, o seminário também ganhou contornos de prospecção, gerando um clima de otimismo e expectativa entre todos.
Segunda Opinião Formativa
Um dos grandes assuntos em pauta durante todo o Seminário foi a importância da Segunda Opinião Especializada Educacional para o sucesso do Projeto Nacional de Telessaúde. Entre números e dados apresentados, alguns pontos ganharam destaque entre os participantes: a importância de avançar na pactuação entre os gestores dos 3 níveis governamentais para promover a sustentabilidade do Programa de Telessaúde, a importância de ampliação do Programa de Telessaúde e integração com outras ações do Ministério da Saúde (UNASUS, Pró-Saúde, PSE, PET-Saúde, entre outros), incentivar o desenvolvimento de materiais educacionais universtários dirigidos para ESF e prevenção de doenças, e o conceito da Segunda Opinião Especializada Educacional como processo interativo focado na transmissão de conhecimento para a construção de raciocínio clínico prático. Um conceito que integra o aprendizado baseado em problema, a saúde baseada em evidência, a tutoracão prática a distância e o suporte assistencial prático.
Antes da plenária de fechamento do Seminário, a Dra. Ana Estela Haddad, Diretora do Departamento de Gestão em Educação em Saúde - SGTES/Ministério da Saúde, apresentou um vídeo com o resumo das atividades desenvolvidas pelos núcleos no biênio 2007/2008, e posteriormente convidou a Profa. Dra. Maria Lúcia Bueno Garcia, médica responsável pela Segunda Opinião Especializada Educacional no Núcleo São Paulo, para apresentar um caso discutido como exemplo da Segunda Opinião Especializada Educacional aliada ao Design de Comunicação Educacional para a formação de uma unidade de conhecimento. Assim, foi apresentado um resumo do trabalho que vem sendo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde um profissional especializado apresenta o histórico clínico do caso, discute a dúvida do colega da ESF, contextualiza a questão e desenvolve um fluxograma para entendimento, utilizando recursos de comunicação audiovisual e/ou tecnologia 3D. Esta unidade de conhecimento é então enviada ao solicitante e, devidamente indexada, disponibilizada para consulta no website do Núcleo e na Biblioteca Virtual da BIREME.
Notas: O modelo de Segundo Opinião Especializada Educacional, é uma das linhas de pesquisa desenvolvida pela Disciplina de Telemedicina da FMUSP desde 2003. Para maiores detalhes, veja a apresentação do Coordenador do Núcleo São Paulo.
Segunda Opnião Formativa - Apresentação